Perfil de Vinicius Silva
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Paranoid Park
Direção: Gus Van Sant
Nota: 10
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Antes que o Diabo Saiba que Você Esta Morto
Direção: Sidney Lumet
Nota: 10
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Do Outro Lado
Direção: Fatih Akin
Nota: 10
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Juno
Direção: Jason Reitman
Nota: 8.0
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Longe Dela
Direção: Sarah Polley
Nota: 8.0
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Doutores da Alegria
Direção: Mara Morão
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Eu Sei Que Vou Te Amar
Direção: Arnaldo Jabor
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Vlado 30 Anos Depois
Direção: João Batista de Andrade
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Longe Dela
Direção: Sarah Polley
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Paranoid Park
Direção: Gus Van Sant
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XXY
Direção: Lucia Puenzo
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Lady Chatterley
Direção: Pascale Ferran
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La León
Direção: Santiago Otheguy
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Do Outro Lado
Direção: Fatih Akin
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Uma Garota Dividida em Dois
Direção: Claude Chabrol
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MAMBR
5 meses atrás
Olá Vinicius. Já te adicionei. To vendo que o amigo está produzindo bastante criticas, todas muito boas. Dei uma passeada no seu Blog www.sobaminhalente.com , igualmente muito bom. Lá tb vi o post que vc fez sobre a Moviemobz, está bem informativo. Provavelmente muitos dos usuários de Salvador, vieram pelo sue link. Em Salvador, já somos 83 participantes, e creio que em breve estaremos conseguindo fazer nossa primeira sessão. Valeu sua força para a Moviemobz. Qualquer sugestão ou observação, por favor nos escreva. Forte Abraço. MAM
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diorama
5 meses atrás
Para lerem mais críticas: www.sobaminhalente.com
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MAMBR
5 meses atrás
Olá Vinicius. Muito boa a sua crítica sobre Longe Dela. O filme de fato é para não se esquecer. Lembrando que a (sempre boa) atriz/diretora Sarah Polley tem apenas 29 anos (tinha 26 quando filmou). Abs MAM
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O Cheiro do Ralo
Nota: 8.1 (446 votos)
Lourenço é dono de uma loja que compra objetos usados. Aos poucos ele desenvolve um jogo com seus clientes, trocando a frieza pelo prazer que sente ao explorá-los, já que sempre estão em sérias...
Cinema Do Museu18 usuários mobilizados
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Uma Mulher Contra Hitler
Nota dada: 6
Uma Mulher Contra Hitler relata os últimos dias de vida de Sophie Scholl, estudante alemã durante a Segunda Guera presa pela Gestapo ao distribuir panfletos contra o regime nazista, condenada à morte e executada apenas alguns dias depois. O diretor Marc Rothernund cria uma atmosfera propícia para relatar esses últimos dias, com um ambiente da sala de interrogatório em contraste com a visão poética que Sophie tinha, já sabendo que ia morrer. Isso fica claro quando ela começa a olhar mais o sol, a admirar mais a natureza, como uma tentativa de escapar da realidade que ela estava vivendo. A investida de Sophie e do seu irmão ficou conhecido como Rosa Branca, movimento de resistência antinazista. Por isso, Sophie e os outros dois membros foram condenados à guilhotina e, hoje, são considerados como hérois, sendo que Sophie é conhecida como uma das poucas mulheres que se opuseram ao Terceiro Reich. Esse é um outro ponto que fica muito claro na narrativa do filme, quando a companheira de cela de Sophie se mostra uma pessoa frágil e com medo do regime, o que era comum entre a classe feminina da época. Para os nazistas, era difícil acreditar que uma mulher pudesse invocar algum tipo de manifestação e as mulheres também não detinham de nenhum poder para isso. Foi com Sophie que elas puderam ter uma outra visão do que era realmente o regime nazista. E não somente as mulheres, mas também os estudantes da Universidade de Munique que, insatisfeitos com a punição dada aos membros da Rosa Branca, desencadeia uma série de protestos que não são narrados no filme, mas que conhecemos pela História. Para Sophie, desde o momento em que ela e o seu irmão foram surpreendidos pelo reitor da Universidade e presos logo em seguida, restaram apenas o medo e a preocupação com o que aconteceria com a sua família. Em nenhum momento ela se mostrou uma pessoa arrependida e ela fazia questão de salientar isso a todo momento, dizendo que se pudesse, faria aquilo de novo. Mesmo quando teve a oportunidade de fazer um acordo, ela não aceitou, por estar indo de contra às suas ideologias e aquilo que eles tinham escrito nos panfletos, com muitos dizeres apocalípticos da Bíblia, causando mais expressionismo. O medo de Sophie e a sua preocupação eram escondidos junto à cela em que estava com a sua companheira, que passou a ser uma grande amiga nos momentos que antecederam o julgamento. Ela se sentia mais segura e mais confortável, mesmo sabendo que não tinha chance alguma de escapar. Até porque, os advogados na época eram apenas como fachada. Defesa, Promotoria, isso apenas existia no papel porque, na verdade, eles não representavam nada disso e fica claro quando eles sequer se preocupam em defender os acusados no julgamento que condenam os três envolvidos à guilhotina. Considerados como heróis alemães até hoje, o grupo Rosa Branca abriu as portas para que outros estudantes pudessem ter a mesma coragem que eles para se rebelarem contra o sistema nazista, que fazia questão de mencionar que todos só estavam estudando através do Terceiro Reich, assim como o funcionamento das Universidades. Por essa razão, era inadimissível que os universitários pudessem se revoltar contra o sistema, mas já era perceptível que a política nazista de Adolf Hitler não estava mais dando certo e a vitória alemã que eles continuavam dizendo que iria vingar, era apenas um sonho deles mesmos. Uma Mulher Contra Hitler é um recorte cinebiográfico que consegue transmitir, por meio dos diálogos, o que se passava na época e qual era a real situação do Terceiro Reich e em como a população alemã estava desacreditada. O filme consegue manter um bom ritmo durante todo o tempo, com exceção do seu final, que poderia ter sido cortado na parte em que a tela fica preta e ouvimos apenas o som da guilhotina. Os créditos poderia subir ali mesmo, tanto que as informações que vieram depois não serviram para nada, além de comprovar o que já estava explícito na sua história.
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Paranoid Park
Nota dada: 10
Paranoid Park é considerado o paraíso para os skatistas. Um lugar de reunião para tirar boas manobras, se interagir com a comunidade de pessoas que têm um gosto em comum: o amor pelo skate. Além disso, dizem que a pista de skate, que é um sonho para qualquer skatista, tem lá as suas particularidades, principalmente por ter sido construída pelos próprios skatistas, cansados da proibição de andar de skate pelas ruas da cidade ou em praças públicas. Assim sendo, Gus Van Sant (Elephant, Last Days) lança o seu olhar sob esse universo de jovens que encontram no skate uma forma de viver, de lidar com a realidade da vida, de fazer novos amigos, de aprender novas manobras. O longa Paranoid Park retrata um pouco da vida de Alex, depois que ele vai na famosa pista de skate pela primeira vez e, quando retorna em uma outra noite, um terrível acidente acaba acontecendo. Acidente ou crime? Não importa o que tenha acontecido, porque Gus Van Sant não tem o interesse de traçar culpados para sua obra, nem se preocupa em mostrar um desfecho que possa trazer isso, tanto que não percebemos em nenhum momento na expressão de Alex, o seu sentimento de culpa pelo ocorrido. Ele apenas quer retratar a vida dos adolescentes, de uma maneira real, tentar decifrar esse mundo. A sua idéia é que o espectador possa se identificar com o que está sendo contado e, tenha certeza, ele consegue isso. Baseado na obra de Blake Nelson, Gus Van Sant dá poesia às cenas do seu filme e coloca o espectador em constante atenção para se entender o que se passa na tela. Utilizando de características próprias da sua filmografia, como a narrativa de inserção de fatos e a montagem não-linear, Van Sant consegue novamente transpôr mais do que um mero mergulho no mundo adolescente, mas sim, uma incursão para se entender o que acontece com eles e o porquê de acontecer. A maioria dos personagens de Van Sant (e isso fica claro em Elephant) são jovens e que possuem sérios problemas em casa. No caso de Alex, os seus pais estão se separando e ele precisa lidar com o fato, além de ajudar o seu irmão mais novo. Por isso, o mítico Paranoid Park funciona como um local de afirmação, em que jovens como Alex fogem da realidade e querem apenas ?voar? com os seus skates, fugindo dos problemas e das responsabilidades que a vida lhes impõem cada vez mais cedo. Além disso, é preciso ficar bastante atento com o estilo narrativo de Gus Van Sant. Para aqueles que já estão acostumados com a sua filmografia, não irão encontrar muita dificuldade. Para os que não estão, é preciso entender as idas e vindas da mesma cena, quando podemos vê-las a partir de ângulos diferentes. Alguns momentos ficam sem desfecho, pulando para uma cena completamente diferente daquela que estava acontecendo. A edição feita dessa forma é proposital, não com o intuito de confundir, mas de trazer diferentes maneiras de contar uma história, no caso, uma cena. A utlização da morte do segurança na noite em que Alex esteve em Paranoid Park funciona apenas como um pretexto para se investigar o universo teen, algo que Gus Van Sant já faz com tamanho poder de captação. Em Elephant, por exemplo, ele se utiliza da tragédia em Columbine e do documentário feito por Michael Moore, Tiros em Columbine, para contar a história pela visão dos adolescentes que estavam dentro da Universidade naquele momento. As fases de Gus Van Sant são sempre ótimas de se observar. Na primeira, ele era o diretor ?indie?, mais preocupado com a forma. Na segundo, de filmes como Gênio Indomável e Encontrando Forrester, revelava um namoro mais profundo com o cinema comercial, lhe rendendo até uma indicação ao Oscar. Nessa sua nova fase, ele se rendeu ao espírito independente e vem criando filmes que se preocupam com a linguagem, criando características próprias para transformar os seus pensamentos em imagens na tela grande. O seu estilo poético é algo muito característico dessa sua terceira fase. E ele se utiliza disso em Paranoid Park, que conta com uma fotografia maravilhosa do início ao fim feita por Christopher Doyle, que ajuda a dar espaço para o ?poeta cinematográfico? que Gus Van Sant é. Na cena do chuveiro, por exemplo, em que Alex parece estar se culpando pelo ocorrido, as águas vão caindo no seu cabelo, a câmera vai seguindo a pertubação do rapaz, a trilha sonora passando pelo punk rock e chegando até em Beethoven, é a combinação perfeita para transformar o que seria uma cena normal, em algo extremamente maravilhoso, que chega arrepiar. A forma de gravação com 35mm, que corroboram para o excelente trabalho de fotografia, com outras cenas filmadas em super 8 (colaboração de Rain Kathy Li), traduzindo as manobras dos skatistas, além do slow motion como uma captação de flertar com o drama, com a emoção, com os ritmos, com as cores, com todo o Universo imaginado por Gus Van Sant, que só ele parece conseguir fazer. São as intenções que o diretor se utiliza para contar uma história, sem falar no cuidado que ele teve com a trilha sonora, trazendo as influências que cada jovem tem em termos musicais. Mesmo sendo um longa-metragem, Paranoid Park às vezes toma um rumo documental, principalmente quando ele envolve cenas gravadas de skatistas fazendo manobras em parques da cidade, o que acaba funcionando muito bem para a crítica que ele constrói em cima das leis que proíbem essas pessoas de andarem de skate, quando ele mostra os policiais apreendendo os skates dos adolescentes ou, ainda, quando eles são simplesmente proibidos de andarem ali. Contando, como sempre, com um elenco amador (os atores foram recrutados do MySpace), Gus Van Sant traduz o seu incrível modo de pensar e de enxergar o mundo adolescente, procurando entender o que se passa na cabeça dos jovens, investigando esse mundo obscuro, desde os problemas com a namorada até o crime que acaba sendo o ponto de partida para a obra do diretor. Não tão ousado quanto Elephant, porém com uma estética que já lhe é própria, Gus Van Sant traduz mais uma vez a sua visão poética desse mundo que parece ser impenetrável, mas que só ele consegue desvendar com tamanha maestria.
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Um Beijo Roubado
Nota dada: 6
Costumo dizer que Kar Wai Wong é um cineasta diferenciado, um diretor que ainda preserva o que alguns chamam de arte cinematográfica, do cinema enquanto uma arte que pensa, que traduz em imagens o pensamento do seu realizador. Quando ele lançou Paixão à Flor da Pele, em 2001, Kar Wai passou de um cineasta com filmes cultos para um realizador que conseguia alcançar o grande público, mesmo possuindo certa resistência. Este filme de 2001, ganhador do prêmio de Cannes, é aquele que caracteriza praticamente toda a filmografia desse diretor: um misto de sensibilidade, com canções profundamente tristes e uma solidão expressa em meio ao ambiente que ele procura filmar. Um Beijo Roubado, seu primeiro filme falado em Inglês e que marca também a estréia de Norah Jones como atriz, traz basicamente todos esses elementos e ainda algumas coisas que ele empregou no ótimo Anjos Caídos (1995) que, apesar de não ser considerado tão bom como os outros, é impossível não perceber o cuidado que Wai Wong tem com a sua produção, já começando por este longa. Um Beijo Roubado invoca de novo temas como a solidão, a desilusão amorosa, a busca por respostas, por significados. Porém, ele faz isso de uma maneira tão profunda que fica difícil não se emocionar com a intensidade com que o filme é conduzido, com que os atores atuam. A sua câmera funciona como um instrumento contador de histórias e é possível observar como ele persiste em manter a sua lente fora da trama quando, no início da projeção, a filmagem é feita praticamente pelo lado de fora, com um misto de cores e letras no vidro do café, com seqüências de travellings que traduzem essa sintonia. Elizabeth (Norah Jones) está passando por uma desilusão amorosa: o seu namorado está ficando com uma outra pessoa. Ela, então, acaba deixando a chave do apartamento no café de Jeremy (Jude Law). Os dois começam a conversar naquele fim de noite de Nova York em que o frio e as ruas vazias são características marcantes da cidade. Elizabeth descobre que Jeremy também passou por uma desilusão amorosa e que já vivenciou várias, principalmente porque os seus clientes sempre acabam deixando chaves em seu café e ele as guarda, achando que um dia eles poderão voltar para buscar. Nesses primeiros trinta minutos de projeção e de conversa, Wai Wong já nos apresenta o que será do seu longa: extremamente iluminado, com fortes tons de azuis, rosas, com uma maneira diferente de filmar, sem se preocupar com a forma correta, mas sim em transmitir a sua mensagem através das imagens em movimento de uma forma que possa ser contagiante. As primeiras cenas em slow motion começam a dar o toque romântico que o filme precisava e é uma técnica utilizada até o final, em cada cena, em cada momento. O mesmo slow motion, incomoda em alguns momentos, porque às vezes não conseguimos entender o motivo dele mover o seu filme lentamente nas faces dos seus personagens, na expressividade deles. Beth, então, sai de Nova York e parte em uma jornada para entender a sua desilusão amorosa, encontrando outras pessoas no caminho que, de alguma forma, lhe ajudam a compreender o que ela está sentindo. Nesse meio tempo, ela permanece trocando cartas com o seu amigo Jeremy, informando como tem sido essa viagem, as pessoas que ela tem encontrado. E ela começa a perceber que todas as pessoas tem as suas desilusões e que elas acabam vivendo disso. Não precisa ser necessariamente envolvendo o amor, a paixão, mas qualquer outra coisa que possa criar solidão ou algum outro sentimento ruim. Ela começa a trabalhar em bares, cassinos e ao ouvir histórias e a se relacionar com certos personagens, ela percebe que todos estão atrás de respostas, assim como ela. Leslie (Natalie Portman) demora para entrar em cena, mas acaba sendo um dos personagens mais importantes nessa caminhada. Primeiro porque ela ensina à Beth a nunca confiar nas pessoas, por mais que elas sejam amigas, deixando transparecer confiança. Segundo porque ela ajuda Beth a realizar um dos seus sonhos quando esta saiu de Nova York: comprar um carro. Vale ressaltar também que Wai Wong nunca coloca os nomes das cidades por onde o seu personagem principal passa, apenas informa a distância que ela está de NY e em quantos dias ela está fora. Um Beijo Roubado tem o título de um filme romântico e tem tudo para ser, realmente. Porém, o fato de não conter beijos (até tem no final) ou sequer um ?eu te amo?, acaba soando muito mais real que outros filmes do gênero, em que frases como essa são cada vez mais desgastada. Ao contrário disso, o seu diretor investe totalmente na forma das cenas, no slow motion (que pôde ser visto pela primeira vez no seu longa Anjos Caídos) que caracteriza um romance muito maior, impregnado nas cores e em uma fotografia maravilhosa. Tudo isso me lembra muito Amantes Constantes, dirigido por Phillipe Garrel, que se trata também de um Romance, mas que não tem sequer um beijo, apenas o casal trocando carinhos naquela França efervescente em ideais e lutas de 1968. Sendo a trilha sonora criada pela própria Norah Jones, Um Beijo Roubado mostra um Kar Wai Wong em seu primeiro filme falado em inglês, mas sem esquecer as suas raízes, sem esquecer as características que o levaram a este nível de aclamado diretor, de vencedor de Cannes e de tantos outros prêmios com os seus filmes. Acostumado a trazer imagens da sua Hong Kong de diferentes maneiras, dessa vez ele procurou investigar o lado sombrio e romântico da cidade de Nova York. Ao dividir a trama de forma episódica, ele erra a mão quando traz uma narração em off de Elizabeth contando o que aprendeu ao final da projeção mas, por outro lado, cria uma trama envolvente, marcada por um forte apelo romântico, sem a pretensão de se enquadrar no gênero.