Uma Mulher Contra Hitler

Título original: Sophie Scholl, Die letzten Tage
Dirigido por:
Gênero:
Status: Digital High Definition
7.4 (82 votos)

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Críticas

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Uma Mulher Contra Hitler relata os últimos dias de vida de Sophie Scholl, estudante alemã durante a Segunda Guera presa pela Gestapo ao distribuir panfletos contra o regime nazista, condenada à morte e executada apenas alguns dias depois. O diretor Marc Rothernund cria uma atmosfera propícia para relatar esses últimos dias, com um ambiente da sala de interrogatório em contraste com a visão poética que Sophie tinha, já sabendo que ia morrer. Isso fica claro quando ela começa a olhar mais o sol, a admirar mais a natureza, como uma tentativa de escapar da realidade que ela estava vivendo. A investida de Sophie e do seu irmão ficou conhecido como Rosa Branca, movimento de resistência antinazista. Por isso, Sophie e os outros dois membros foram condenados à guilhotina e, hoje, são considerados como hérois, sendo que Sophie é conhecida como uma das poucas mulheres que se opuseram ao Terceiro Reich. Esse é um outro ponto que fica muito claro na narrativa do filme, quando a companheira de cela de Sophie se mostra uma pessoa frágil e com medo do regime, o que era comum entre a classe feminina da época. Para os nazistas, era difícil acreditar que uma mulher pudesse invocar algum tipo de manifestação e as mulheres também não detinham de nenhum poder para isso. Foi com Sophie que elas puderam ter uma outra visão do que era realmente o regime nazista. E não somente as mulheres, mas também os estudantes da Universidade de Munique que, insatisfeitos com a punição dada aos membros da Rosa Branca, desencadeia uma série de protestos que não são narrados no filme, mas que conhecemos pela História. Para Sophie, desde o momento em que ela e o seu irmão foram surpreendidos pelo reitor da Universidade e presos logo em seguida, restaram apenas o medo e a preocupação com o que aconteceria com a sua família. Em nenhum momento ela se mostrou uma pessoa arrependida e ela fazia questão de salientar isso a todo momento, dizendo que se pudesse, faria aquilo de novo. Mesmo quando teve a oportunidade de fazer um acordo, ela não aceitou, por estar indo de contra às suas ideologias e aquilo que eles tinham escrito nos panfletos, com muitos dizeres apocalípticos da Bíblia, causando mais expressionismo. O medo de Sophie e a sua preocupação eram escondidos junto à cela em que estava com a sua companheira, que passou a ser uma grande amiga nos momentos que antecederam o julgamento. Ela se sentia mais segura e mais confortável, mesmo sabendo que não tinha chance alguma de escapar. Até porque, os advogados na época eram apenas como fachada. Defesa, Promotoria, isso apenas existia no papel porque, na verdade, eles não representavam nada disso e fica claro quando eles sequer se preocupam em defender os acusados no julgamento que condenam os três envolvidos à guilhotina. Considerados como heróis alemães até hoje, o grupo Rosa Branca abriu as portas para que outros estudantes pudessem ter a mesma coragem que eles para se rebelarem contra o sistema nazista, que fazia questão de mencionar que todos só estavam estudando através do Terceiro Reich, assim como o funcionamento das Universidades. Por essa razão, era inadimissível que os universitários pudessem se revoltar contra o sistema, mas já era perceptível que a política nazista de Adolf Hitler não estava mais dando certo e a vitória alemã que eles continuavam dizendo que iria vingar, era apenas um sonho deles mesmos. Uma Mulher Contra Hitler é um recorte cinebiográfico que consegue transmitir, por meio dos diálogos, o que se passava na época e qual era a real situação do Terceiro Reich e em como a população alemã estava desacreditada. O filme consegue manter um bom ritmo durante todo o tempo, com exceção do seu final, que poderia ter sido cortado na parte em que a tela fica preta e ouvimos apenas o som da guilhotina. Os créditos poderia subir ali mesmo, tanto que as informações que vieram depois não serviram para nada, além de comprovar o que já estava explícito na sua história.

Wfdc2  que deu nota 6 O que achou da critica?RuimRegularÓtima

Otima representação histórica do importante papel desempenhado por Sophie Scholl na luta contra o Nazismo.

sandmann  que deu nota 10 O que achou da critica?RuimRegularÓtima

O filme é excelente, certamente a platéia apaixonou-se.

zilap  que deu nota 10 O que achou da critica?RuimRegularÓtima

todo filme que combate as atrocidades de hitler eu acho excelente.

FabioFinotti  que deu nota 8 O que achou da critica?RuimRegularÓtima

Conta a estória de heróis que morreram na mão de ditadores, e foram apagados da história e da coletividade. Ótimo filme, sobretudo pelo resgate da identidade da humanidade.

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