Meu Nome é Dindi
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| Título original: | Meu Nome é Dindi |
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| Status: | Digital High Definition |
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Andre Blak
Nota dada: 10
Vi ontem e ainda estou anestesiado. Técnicamente impecável, plásticamente inovador, emocionalmente poderoso. Uma declaração de amor a uma geração de cinema defenestrada pela história audiovisual oficial. Uma prova cabal que o cinema de invenção ainda tem espaço para renovação. Numa visão onde o cinema autoral é personoficado por uma quitanda no embate com um supermercado (a suposta indústria audiovisual?), o filme destila gás novo e propõem assuntos que até então pareciam perdidos desde a chamada retomada do cinema nacional. Longos planos sequências, todo o tipo de som e ruído direto e uma hipnotizante Djin Sganzerla me fizeram recordar a cada instante o cinema do papai Rogério e do "comparsa" Bressane, a mamãe Helena (principalmente em A MULHER DE TODOS), a Belair e o exercício de criatividade libertária. A direção do Bruno Safadi é um achado e o roteiro uma pérola que mostra como o Circo Brasil mudou tão pouco nesses 40 anos. Talvez a única diferença do "marginal" de hoje para o de ontem é que, dessa vez, até os militares são vítimas do sistema. E, claro, rever Carlo Mossy e, principalmente a outrora musa belairiana Maria Gladys é sempre um prazer, mesmo que em papéis pequenos. Ainda estou processando a emoção e as lágrimas (sim, não me lembro de chorar no cinema há uns bons 10 anos), mas acho que o filme nacional do ano chama-se MEU NOME É DINDI.