O Cheiro do Ralo
| Título original: | O Cheiro do Ralo |
| Dirigido por: | |
| Gênero: | |
| Status: | Digital High Definition |
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Críticas



Excelente filme. Além dos atores e o enredo que são maravilhosos, um ponto chave nesse filme é a fotografia, com uma espécie de "poeria" no ar, tudo parace estar meio apagado, exatamente como a vida daqueles persongagens que fazem a história.



Sou categórico ao afirmar: O CHEIRO DO RALO é o melhor filme brasileiro da última década. Simples, direto e genial. Abaixo, reproduzo minha crítica publicada nos sites udigrudi e blakfilm: Que o ser humano é podre por natureza, isso nos resta poucas dúvidas. Que vivemos o dilema cada vez mais impiedoso da lei do mais forte, também não há como questionar. Na sociedade contemporânea onde o material é cada vez mais prioritário, instintos básicos da existência perdem seus valores simplesmente por não terem preço de mercado. Lourenço, como a maioria de todos nós, é o retrato dessa sociedade. Babaca por natureza, irônico de formação e sádico em transformação. É assim que podemos classificar Lourenço, um esquisito e frio negociador de objetos usados. Nada rompe sua indiferença diante da miséria cotidiana. Leva sua catedrática rotina diária de torturar os coitados que lhe querem vender algo, usando o seu pífio poder financeiro para testar os limites da paciência alheia. Incentiva a autodestruição dos seus ?clientes? como o governo faz conosco, pobres contribuintes. Suas orgulhosas virtudes de cidadão escroto são abaladas pela deliciosa bunda de uma garçonete e pelo insuportável cheiro do ralo do banheiro de seu escritório. Incapaz de aferir valor material aos seus instintos sexuais e olfativos, Lourenço opta pela obsessão como meio de chegar a sua redenção pessoal. Decide mostrar ao mundo que não é culpado de ser quem é, já que o seu universo o fez assim. A culpa é sempre da bunda e do ralo. O sexo e o fedor dos seus atos. Os orifícios destruidores do seu orgulho de ser homem macho. O CHEIRO DO RALO é candidato a um dos melhores do ano. Um filme para públicos específicos já que a repulsa criada no próprio título é apenas o início do universo insano escrito pelo cartunista Lourenço Mutarelli. Falar da genialidade do roteiro de Marçal Aquino (co-escrito por Mutarelli) é chover no molhado. Roteirista de todos os ótimos filmes de Beto Brant, repete aqui a parceria bem sucedida com Dhalia iniciada em NINA. Aquino procura sempre redimensionar seu personagens, quase sempre marginais, indo além e criando pequenos universos particulares surreais onde códigos inexistentes e o desprezo pela raça humana são regras do mundo cão. Heitor Dhalia se firma no hall dos grandes realizadores brasileiros, provando que a inventividade estética e a direção de atores tem alternativas infinitas. Ainda que seu filme anterior apresente esta explosão estética inventiva, O CHEIRO DO RALO tem Selton Mello, uma unanimidade nacional da encenação. Seu Lourenço exala asco e compaixão, atração e repulsa. E vontade de de ver e rever esse magnífico filme. Sentir mais uma vez esse cheiro forte e indigesto. Uma nauseante alfazema de obra-prima.



Bom filme, com uma história que é narada no tempo exato e por isso não cansa. Bom roteiro, atuações e direção! Vale a pena conferir.



Depois de realizar o bom e pouco visto Nina, Heitor Dhalia radicalizou ainda mais. Embora sejam filmes totalmente diferentes, ambos mostram um protagonista levado à loucura pela solidão auto-imposta. Tanto Nina como Lourenço são personagens tragados por um abismo que eles mesmos cavaram para separá-los do resto do mundo. Lourenço passou tanto tempo colocando preço nas coisas - e tentando desvalorizá-las - que se tornou alguém cuja única moeda de troca é o dinheiro. Lourenço não conquista, compra. Tudo que ele quer é estabelecer um preço para o que deseja. Por isso é tão interessante a obsessão dele em explicar a todos que o cheiro que invade seu escritório vem do ralo e não da sua pessoa nefasta, como se isso o tornasse mais digno. O ralo, como metáfora perfeita do Mal, da degradação, da podridão que ele quer negar, mas que o persegue e domina. Um fascinante mergulho num universo surrealista, um filme diferente e ousado. Os diálogos são instigantes, engraçados, provocantes. Mas talvez não funcionassem tão bem na boca de outro ator. Todo mérito cabe a Selton Mello, já que é impossível imaginar outro ator no papel de Lourenço. Selton é o cara. O Cheiro do Ralo é o filme.



Excelente.Combina a genialidade de Lourenço Mutarelli com o já conhecido talento de Selton Mello.História recheada de realidade e humor negro.Imperdível.
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