A Batalha de Argel
Clássico do cinema político italiano, numa mistura de documentário e ficção, "A Batalha de Argel" narra o sangrento embate entre a FLN (Frente de Libertação Nacional) e o Exército Francês pela independência da Argélia. Vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza, em 1966.
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Críticas



Com 42 anos de existência duas coisas me intrigam em A BATALHA DE ARGEL: 1. Como pode um filme tão antigo manter-se tão moderno diante do tempo? 2. O que seria de Costa-Gavras e seus Z e ESTADO DE SÍTIO se não houvesse A BATALHA DE ARGEL?



vi o filme na primeira mobilização do moviemobz aqui em sampa. é esse o tipo de filme que vale a pena mobilizar e ver no cinema.



Eu vi num Festival do Rio anos atrpas, quando o Pontecorvo esteve aqui. Esplêndido.



Pela primeira vez que vi esse filme me foi tão impactante que cheguei a ficar emocionada ao sair do cinema. Considero "A Batalha de Argel" uma obra-prima do cinema político. Mostra com realismo e com ritmo perfeito a luta dos membros da Frente de Libertação Nacional argelina contra o colonialismo francês que explorava o país desde 1830. Diante da miséria e da ditadura imposta pelo colonizador, os membros dessa instituição considerada maldita e clandestina pelo Capital francês, partem quase que em desespero para a luta armada. Prontamente o governo francês envia uma junta militar que se utiliza de torturas e execuções na guilhotina no intuito de desestruturar essa luta que iria terminar somente 5 anos após o ano em que a trama se inicia no filme, ou seja, a trama se inicia em 1957 e libertação só se deu em 1962. Pobre, Camus, o genial escritor franco argelino que jamais esqueceu de sua pátria mãe, mesmo depois da consagração com o Prêmio Nobel em 1957.Camus teria exultado ao ver sua Argélia liberta. O filme é um marco do cinema político. Excelente em atuações, direção, fotografia em preto e branco e ritmo.



Esse filme diz para mim que as muitas faces de uma mesma guerra. Por um lado, o terrorismo de estado francês, colonial, invasivo, arrogante, cruel, ilimitado. De outro lado, os mais justos, lutando o bom combate até que começam a colocar bombas em restaurantes repletos de civis. A guerra sempre significou o fim do diálogo e o início da barbárie. Esse é um filme duro mas pacifista: o tempo todo vemos a dor desnecessária de seres humanos.
- masterpoc (4 meses atrás)
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