Macunaíma é um herói preguiçoso, safado e sem nenhum caráter. Ele nasceu na selva e de negro (Grande Otelo) virou branco (Paulo José). Depois de adulto, deixa o sertão em companhia dos irmãos. Macunaíma vive várias aventuras na cidade, conhecendo e amando guerrilheiras e prostitutas, enfrentando vilões milionários, policiais, personagens de todos os tipos. Depois dessa longa e tumultuada aventura urbana, ele volta à selva, onde desaparecerá como viveu - antropofagicamente. Um compêndio de mitos, lendas e da alma do brasileiro, a partir do clássico romance de Mário de Andrade.
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A primeira vez que assisti Macunaíma foi no Cine Olinda, uma sala enorme que havia na Praça Saens Peña na Tijuca. Dina Sfat guerrilheira inesquecível amamentando Grande Otelo e Paulo José parindo Otelo. Humor ferino e sofisticado, culto e popular, sobre nós mesmos. Um filme genial de Joaquim Pedro, uma síntese nossa, como poucas vezes nos víamos (e nos vemos) nas telas, que acendia uma luz naqueles anos de trevas. Era o personagem sem nenhum caráter do romance de Mario de Andrade escrito em 1928 e redescoberto pelo cinema brasileiro no final dos anos 60. Filme imperdível. Para ver e rever na telona.