O Escafandro e a Borboleta

Nota 8.8 (297 votos)

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Título original: Scaphandre et le Papillon, Le
Dirigido por:
Gênero:
Status: Digital High Definition

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  • RubberSoul

    Nota dada:8

    O que achou da critica? ruim boa

    Otimo filme, principalmente a forma como nos é mostrada a visão do protagonista, suas idéias, pensamentos e sentimentos, é excelente. Peca no entanto, na fotografia, não, não é ruin, é apenas demasiada, é linda, mas demasiada, a fotografia do filme europeu é o efeito especial do filme norte americano, são bons, mas as vezes (quase sempre no caso norte americano) exagerados, tanto nos fimes bons como, pior ainda, nos ruins. Pra nossa sorte "O Escafandro e a Borboleta" é maravilhoso.
  • diorama

    Nota dada:8

    O que achou da critica? ruim boa

    É impossível não se sentir chocado ao término de O Escafandro e a Borboleta, filme dirigido pelo artista plástico norte-americano Julian Schnabel. A incursão proposta por ele nos remete a um estado de pura agonia, não pela possível identificação com o personagem principal, mas pelo sentimento de impotência que ele acaba causando ao transportar o seu espectador para uma cama de hospital e para uma vida que estaria começando de novo e que não seria mais a mesma. Jean-Dominique Bauby (Mathieu Amalric) é um renomado jornalista e editor da revista Elle. Segue uma vida normal, de um pai divorciado que está sempre dando atenção aos seus filhos e também de um filho atencioso com o seu pai, que encontra-se em enfermo até por conta dos seus 92 anos. Porém, Jean-Do acaba sofrendo de um AVC e todo aquele mundo que ele vivia desmorona e a sua casa passa a ser um hospital, ou melhor, a sua cama de hospital. O derrame acabou deixando seqüelas absurdas no seu corpo, fazendo com que ele perdesse todos os movimentos do seu corpo. A única exceção é o seu olho esquerdo, que ele acaba utilizando para se comunicar com as pessoas e para enxergar o novo mundo que se formou para ele. Na primeira metade do filme, a narrativa utilizada do roteiro de Julian Schnabel baseado no livro de mesmo nome, é feita completamente em primeira pessoa. Dessa forma, a lente do seu diretor são os olhos de Bauby e é por eles que somos guiados. O olho esquerdo de Jean-Dominique é a maneira como ele encara o mundo e acaba sendo também a nossa maneira de ver o que ele está vendo. E assim surge a perfeita combinação entre os elementos do cinema e as funcionalidades estéticas que envolvem as artes plásticas. A direção de Schnabel é competente neste aspecto, porque ele traduz todos os movimentos oculares do seu personagem por meio da sua câmera. Assim sabemos para onde ele está olhando, a maneira de se comunicar com o piscar dos olhos e até mesmo quando ele se teletransporta para o irreal, imaginando como deveria ser a sua vida, vivendo a base de um sonho que não se consumiu e que, agora, ficará apenas na sua imaginação e na sua vontade. Quando Jean-Do é perguntado sobre o que ele queria, ele não pensou duas vezes e disse: ?morrer?. E esse parece ser a primeira coisa que vem a cabeça de uma pessoa que se encontra em um estado como este. E é uma história que lembra muito a de Christy Brown, contada no filme Meu Pé Esquerdo. O mais interessante é que ambos os personagens conseguem achar uma maneira possível para viverem e para contar a sua história de vida. Christy Brown, por exemplo, se envolvia com a pintura e escreveu até uma biografia apenas com o seu pé esquerdo. Jean-Dominique também escreveu um livro sobre o tempo em que ele passou no hospital sobre os passeios da sua imaginação. É daí também que vem o título da obra. ?Escafandro? seria o lugar onde ele permaneceu preso, sendo uma metáfora para a sua cama no hospital. ?Borboleta? vem da possibilidade de poder sair em peregrinação, de não se importar com nada e de apenas imaginar aquilo que quisesse. E Julian Schnabel se mostrou um diretor extremamente ousado e provocativo, principalmente na primeira parte da sua obra, que é quando a sua câmera se torna os olhos de Jean-Dominique. Os muitos flashes brancos, o uso estético das artes plásticas só ajudaram a causar a estesia de solidão e a conviver com o isolamento do seu persongem. A Síndrome de Encarceramento, seqüela deixada pelo AVC, possibilita apenas a Jean-Dominique ouvir o que as pessoas falam, mas sem conseguir expressar nenhum tipo de reação. É comovente quando se chega no Dia dos Pais e os seus filhos o visitam no Hospital e ele sem poder abraçar as suas crianças e ainda vendo o seu filho mais velho limpar uma baba que havia saído da sua boca. E a única coisa que ele poderia fazer era continuar sentado na sua cadeira-de-rodas e guardar aquele momento para jamais esquecer depois. Mesmo na primeira parte, quando o filme é narrado em primeira pessoa, nos deparamos com a personalidade de Jean-Do, que se mostra uma pessoa sarcástica e irônica, mesmo se encontrando em um estado tão grave. E também nos momentos entre ele e o seu pai, ou ainda quando este barbeia o seu velho para que ele se sentisse revigorado, o filme chega à sua segunda parte que é feita em terceira pessoa, agora com a câmera de Julian Schnabel em harmonia com os quadros cinematográficos e não com as estesias do seu personagem. Não existe, portanto, um sentimento de pena no filme. Talvez os espectadores possam se sentir isso, mas não é esta a proposta da obra. Schnabel propõe aquilo que estava incomodando Jean-Do, que eram os arrependimentos por ele não ter aproveitado os momentos felizes que teve, ou os possíveis amores e as chances que ele não aproveitou e que foram dadas. Porém, O Escafandro e a Borboleta vai muito mais longe que apenas falar de arrependimentos. Seria muito comum fazer um filme tão profundo como este e definí-lo de uma maneira tão simplória. O filme, na verdade, nos faz pensar sobre as fragilidades do corpo humano e sobre aquilo que nós imaginamos, até onde é sonho e realidade dentro dos nossos próprios conceitos. Indicado em quatro categorias no Oscar e vencedor do prêmio de direção em Cannes, O Escafandro e a Borboleta é uma incursão pela vida de um ser humano que tentou encontrar forças para superar a fisioterapia, as aulas de fonoaudiologia e a impotência de não poder ser mais um pai, um marido ou um filho. Com uma direção ousado e competente de Julian Schnabel, é impossível não se sentir como parte daquilo sofrido por Jean-Dominique, sejam as suas frustrações, os seus arrependimentos e as viagens por dentro da sua imaginação.
  • lalgarra

    Nota dada:10

    O que achou da critica? ruim boa

    Emocionante. Além de uma direção competente e criativa tem um roteiro ágil e inteligente. Imperdível. Assista sózinho.
  • Fabriz

    Nota dada:8

    O que achou da critica? ruim boa

    MA-RA-VI-LHO-SO! Atenção especial para os primeiros 5 angustiantes minutos de filme.
  • richarley

    Nota dada:10

    O que achou da critica? ruim boa

    Belíssimo filme. Uma história triste mas que não se deixa cair no melodrama, sendo um verdadeiro tributo a um homem que gostava tanto de viver que mesmo nas condições mais adversas ainda teve forças para concretizar um objetivo de vida.
  • nazgorgeous

    4 meses atrás

    Um dos melhores filmes que eu vi recentemente.
  • xracer

    5 meses atrás

    Excepcional, tanto visual como dramaticamente. Não é triste, é trágico. E não é deprê, para minha surpresa.