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felipe.hlibco
5 meses atrás
Eu ainda não vi o filme, mas está na minha wishlist.
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luizcarlos
7 meses atrás
A vida, por pior que seja, tem seus momentos de felicidade, embora eu não saiba como possa ter alguns segundos de felicidade, alguém que venha a sofrer dor ou dores tão grandes. Quem somos nós, que direito temos de privar alguém, por mais que sofra, de gozar esses instantes do paraíso, num mar de tormentos? E confesso que estou na mesma situação de um mês atrás. Absolvo Juliette, faria o mesmo que ela. No entanto, a dor da dúvida...
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luizcarlos
8 meses atrás
Deixei a sessão pensativo - se estivesse no lugar de Juliette, eu faria ou não faria o que ela fez? Uma amiga que foi comigo, assumiu quase de imediato que sim. Inclusive, acrescentou, fora uma hipocrisia a punição que lhe fora imposta. Ponderei - afinal, a vida é um bem tão precioso que situação alguma justificaria a sua interrupção feita por terceiros. Claro, não brigamos, pelo contrário, parecíamos abatidos pela densidade do tema. Eu, contudo, sentia que havia algo dentro de mim, esprimido, acuado, querendo sair. Mais tarde, no conforto de um banho, foi que a coisa saiu. Lembrei-me de minhas duas gracinhas. E se acontecesse com uma delas, ou pior, com as duas? Respondi, quase de imediato, que sim, eu faria o que Juliette fez. E o que guiou essa mudança de atitude? A interrupção de um sofrimento inútil de um ser amado, muito amado. Numa situação onde todas as esperanças há muito se foram, onde a única certeza é a do sofrimento doloroso e vão, porque prolongá-lo? E senti, dentro de mim, que não me sentiria culpado. Me sentiria sim, derrotado pela onipotência da doença, da dor e da morte, derrotado pela nossa fragilidade, nossa pequenez e incompreensão dessa coisa que chamamos de existência. "Menina de Ouro", "O Segredo de Vera Drake", "Gran Torino" e "Há Tanto Tempo que Te Amo" mais que filmes, são páginas para refletir sobre nossas limitações e impotência.